Covid-19 e Obesidade

Postado por Suzanclin em 19/abr/2021 - Sem Comentários

Hoje a maior preocupação global ainda vem sendo o coronavírus, e visto que além de uma das condições citadas como grupo de risco ser a obesidade, estamos passando também por uma fase bem delicada da pandemia, hoje decidimos explicar um pouco melhor para vocês a relação entre a obesidade e coronavírus.

Alguns estudos foram feitos em relação à influência da obesidade em pacientes infectados com Covid-19 e em uma pesquisa do Obesity Reviews, com dados coletados nos Estados Unidos durante o primeiro semestre da pandemia, mostraram que a obesidade aumenta em 113% o risco de internação em casos de Covid-19. Foi publicado também um estudo mais recente pela Federação Mundial de Obesidade, que mostra que o risco de morte por Covid-19 em países onde o excesso de peso atinge a maioria da população é dez vezes maior. Hoje, quatro de cada dez brasileiros apresentam esse diagnóstico e 26,8% da população apresenta obesidade.

Existem outros estudos mostrando que o vírus acaba trazendo mais complicações para pessoas obesas. Mas por que isso acontece?

O Perigo do agravamento da Doença

Primeiramente, é importante ressaltar que os estudos não encontraram evidências de que pessoas com obesidade tem risco mais alto de contaminação mas na realidade o risco é de agravamento da doença, de acordo com os estudos.

Uma possível explicação para os casos serem agravados em pacientes obesos seria o fato de pessoas obesas viverem em estado inflamatório crônico de baixa intensidade (o tecido gorduroso produz substâncias inflamatórias continuamente). Portanto quando o paciente é infectado pelo Covid-19, seu corpo demora um pouco para dar a resposta inicial ao vírus (como se o corpo ficasse confuso em relação ao que está o atacando), diferente nos casos de pessoas não obesas, onde o corpo consegue identificar o “intruso” e começar a combater imediatamente da maneira mais efetiva. Além disso, quando o corpo detecta o vírus, ele acaba “dividindo forças” devido à quantidade de inflamações, não sendo tão efetivo quanto poderia no combate ao vírus.

Outro fator que atrapalha a pessoa obesa é o fato de que normalmente essa pessoa não realiza atividades físicas rotineiramente  e também costuma não se alimentar de forma saudável. Se alimentar bem e praticar atividades físicas é essencial para manter o sistema imunológico alto e, consequentemente, permitir que seu corpo seja o mais eficiente possível em não se contaminar e em combater melhor o vírus. Para finalizar o pacote, todos estão descontando o estresse acumulado na quarentena em algo, e diversas pessoas estão descontando na comida. Se não bastasse o coronavírus apresentar mais risco em pessoas obesas, a população está engordando devido à pandemia (principalmente pessoas já acima do peso ideal).

Independente da diferença do desdobramento da covid em obesos ou não, é uma doença extremamente séria e que precisa de todos os cuidados para se prevenir.

Protocolos de segurança:

  • Mantenha distância de no mínimo 1 metro
  • Lave frequentemente as mãos. Utilize água e sabão, ou uma solução à base de álcool.
  • Mantenha uma distância segura de qualquer pessoa que estiver a espirrar ou tossir.
  • Use máscara sempre que o distanciamento físico não for possível.
  • Não toque nos olhos, no nariz ou na boca.
  • Cubra o nariz e a boca com o cotovelo fletido ou um lenço quando tossir ou espirrar.
  • Se você se sentir doente, fique em casa.
  • Se tiver febre, tosse e dificuldade respiratória, procure assistência médica.
  • E para os que podem, fiquem em casa!

Medidas para se prevenir contra a obesidade

Por último, o coronavírus não foi a única infecção viral respiratória que pacientes obesos apresentaram resultados piores que pacientes sem obesidade, dados das últimas décadas sobre a MERS (síndrome respiratória do Médio Oriente) e a H1N1. Isso nos mostra que, independente da doença ou epidemia que possa vir no futuro, ser uma pessoa obesa faz com que na maioria dos casos de doenças o paciente tenha um desempenho pior se comparado a uma pessoa não obesa.

Claro que cada caso é um caso, mas um dos focos principais da Suzanclin é o tratamento da obesidade, seja ele clínico ou cirúrgico. Para tanto trouxemos aqui 4 medidas a serem tomadas no combate à obesidade que também irão auxiliar o paciente a passar por essa pandemia.

  • Prática de atividades físicas – Praticar atividade física, além de ajudar o paciente a promover um déficit calórico, vai ajudar o paciente a passar mais rápido o tempo na pandemia, liberar hormônios de prazer no seu organismo e promover momentos de autocuidado e reflexão para o paciente. Lembrando que essa atividade física pode ser feita dentro de casa, não restando desculpas para a pandemia. Caso queiram temos vídeos de treinos com nosso preparador físico no youtube. Clique aqui. 
  • Prática de alimentação saudável – Se alimentar bem, além de ajudar também a promover um déficit calórico, influencia diretamente o humor, a atenção, a concentração, entre outros diversos aspectos que não apenas os valores nutricionais a serem atingidos. Passe com uma nutricionista que ela vai poder te orientar tanto com o que quanto com o como e quando comer.
  • Passar por apoio psicológico – A pessoa obesa ficou obesa por algum motivo, houve algum exagero em algum aspecto da vida ou alguma condição que fez com que isso fosse possível. Um psicólogo vai poder ajudar o paciente a entender mais sobre si mesmo, o porque descontava o estresse na comida, por exemplo. A partir do momento que o paciente sabe como chegou em determinado estado, ele descobre o que não deve fazer mais, facilitando a saída desse estado de peso.
  • Acompanhamento médico – Chega um nível da obesidade em que tratar apenas com treino e dieta não é tão fácil, nesse momento é interessante o paciente estar procurando um médico para saber como está sua saúde e o que ele estará fazendo a partir daí para retomar as rédeas e conseguir tratar a obesidade. Caso o paciente esteja começando o tratamento ele optará por dieta, exercícios e talvez uso de remédio. Já o paciente que já tentou todas alternativas e não obteve sucesso, esse poderá procurar um cirurgião do aparelho digestivo.

Esperamos que esse texto tenha sido esclarecedor e te ajude a lembrar que quanto mais saudáveis estivermos, mais fácil será passar por pandemias ou outros problemas. Portanto, independente do evento externo que ocorra, internamente devemos nos cuidar para estar saudáveis sempre.

Se protejam e, se possível, fiquem em casa!

Como a cirurgia bariátrica contribui para uma boa saúde?

Postado por Suzanclin em 05/abr/2021 - Sem Comentários

Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, vamos falar um pouco sobre como a cirurgia bariátrica é importante na melhora da saúde de pacientes que não tiveram sucesso no tratamento clínico da obesidade.

A OBESIDADE

Antes de explicar os benefícios da cirurgia, é importante ressaltar os agravantes da obesidade que impactam a saúde dos pacientes. A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, existem diversos fatores que podem desencadear o aumento de peso da pessoa. Alguns desses fatores são: genética, alimentação ruim, condições psicológicas, não realização de atividades físicas, sono ineficiente, entre outros.

A obesidade é hoje uma das principais causas de morte em todo o mundo devido  suas comorbidades. Dito isso, é importante ressaltar também que a obesidade vem aumentando ultimamente, em 2006 11,8% da população era obesa, em 2018 esse número representava 19,8%. Esse número pode ser justificado pela mudança de hábitos. Cada vez mais praticamos menos atividade física e nos alimentamos pior. O pior fator da obesidade é o pacote que ela traz. Pessoas obesas acabam desenvolvendo algumas comorbidades como: Hipertensão arterial, diabetes tipo 2, hipercolesterolemia, apnéia do sono, insuficiência cardíaca, artroses de quadril e joelhos, obstrução arterial (ex. coronárias, carótidas, etc) e ainda outras doenças associadas.

Além disso, a obesidade também tem grande influência na saúde mental dos pacientes, influenciando diretamente na parte pessoal e profissional do paciente. Na clínica já vimos diversos casos de pacientes que relataram dificuldade no trabalho ou vida pessoal devido à obesidade. Pacientes esses que após emagrecerem apresentaram resultados muito melhores que os anteriores, principalmente por estarem se sentindo melhor com a imagem atual.

A CIRURGIA BARIÁTRICA

Hoje a cirurgia bariátrica é considerada o melhor e mais efetivo tratamento da obesidade grave, contribuindo não só para a perda de peso como também para manutenção dessa perda em longo prazo. Além disso, a cirurgia tem sido também uma excelente opção no tratamento de comorbidades, com melhor controle e remissão da Diabetes tipo 2, hipertensão, entre outras.

Mesmo com esses fatos, ainda existem pacientes que tem dúvidas em relação aos benefícios do procedimento, muitas vezes incomodadas com o processo pós-operatório ou o fato de ter que continuar tomando vitaminas para a vida.

A cirurgia bariátrica é, explicando com palavras simples, um procedimento onde o médico irá diminuir o estômago do paciente, alterando o tamanho do mesmo e, consequentemente, diminuindo sua capacidade de receber alimentos. Dependendo do procedimento escolhido o paciente passará também a absorver menos nutrientes no intestino delgado, porém explicaremos isso melhor mais para frente.

Hoje na Suzanclin, a cirurgia bariátrica é realizada apenas por videolaparoscopia. O método aberto, além de ser um procedimento mais demorado, é um método com recuperação mais demorada e dolorida. Confira aqui as condições para operar.

Quanto às técnicas cirúrgicas, hoje são preferidos o Sleeve e o Bypass, neste texto não iremos focar no procedimento em si, caso deseje saber mais, clique aqui. O Sleeve se baseia em dois princípios, o da restrição do volume alimentar ingerido e o da retirada de uma parte do corpo do estômago e do fundo gástrico, onde é produzido um hormônio chamado grelina (o hormônio que gera sensação de fome). Já o Bypass se baseia na diminuição do espaço para o alimento e o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Ambas as cirurgias são seguras.

Aliado à cirurgia bariátrica, o paciente faz todo um acompanhamento nutricional, psicológico e físico, que irão ensinar o paciente e ajudar a mudar seus hábitos para viver uma vida cada vez mais saudável após a cirurgia. Do ponto de vista nutricional, muitos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por um bom tempo, com o objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada e ingestão de vitaminas que possam ser necessárias. Porém, sem dúvidas é melhor realizar uso contínuo de suplementação vitamínica do que ingestão de remédios para comorbidades.

Para finalizar, ressaltamos que a cirurgia bariátrica é um meio, não um fim. Portanto o paciente que realizou a cirurgia não vai necessariamente perder peso e nunca mais voltar a ganhar esse peso. Todos os hábitos que ele construir irão influenciar diretamente no seu peso e na sua vida, fazendo com que o paciente venha a ser cada vez mais ativo e saudável. A Suzanclin realiza o procedimento há 18 anos, e se tem uma coisa que podemos afirmar é que, em casos que há indicação cirúrgica, os pacientes melhoram muito sua saúde e qualidade de vida. Independente dos receios e tabus que rolam acerca do assunto, é uma ferramenta que auxilia muito o paciente na busca da vida mais saudável.

Para saber como funciona o passo a passo da cirurgia bariátrica conosco clique aqui.