Quem Pode Realizar a Cirurgia?

O maior benefício da cirurgia bariátrica e metabólica, além da perda de peso é a remissão das doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão (entre outras), diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida. Dito isso, que fatores devem ser levados em conta na hora de decidir se o paciente deve ou não fazer o procedimento?

Com o desenvolvimento das novas tecnologias, da videolaparoscopia e da associação de novas drogas anestésicas os riscos hoje de uma cirurgia bariátrica são menores que uma cesariana, menores que um parto normal e menores que uma histerectomia comparativamente falando.

Entretanto, apesar de baixos, riscos existem em qualquer procedimento cirúrgico e por essa razão, deve ser feita em hospital com estrutura adequada e por médicos habilitados e com experiência comprovada. Por isso orientamos aos pacientes que se informem antes sobre a experiência do profissional escolhido.

A indicação cirúrgica deve ser baseada na análise de quatro critérios:

IMC

Idade

Tempo de doença

Comorbidades

Em relação ao IMC

Um dos fatores que vai possibilitar o paciente de realizar a cirurgia é o IMC, o IMC é o índice de massa corporal e ele vai avaliar se a pessoa está dentro do peso ideal para sua altura.

 Estarão aptas para fazer a cirurgia os pacientes que possuirem:

  • IMC acima de 40 kg/m² , independentemente da presença de comorbidades.
  • IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades.
  • IMC entre 30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença.

É também obrigatória a constatação de “intratabilidade clínica da obesidade” por um endocrinologista

Em relação ao tempo da doença

Caso o paciente possua o IMC estável há pelo menos 2 anos e apresentar comorbidades em faixa de risco (além de ter realizado tratamentos convencionais prévios), torna-se possível realizar o procedimento. Além disso, ter tido insucesso ou recidiva do peso, verificados por meio de dados colhidos do histórico clínico do paciente também tornam possível a cirurgia.

Porque ela precisa ser realizada?

A causa mais comum de estreitamentos, ou estenoses, do esôfago é a fibrose cicatricial do esôfago decorrente de esofagites por refluxo ácido do estômago e cirurgias BYpass. Pacientes submetidos a cirurgias bariátricas podem apresentar complicações no pós-operatório. Uma delas é o estreitamento (estenose) da passagem do estômago para o intestino (anastomose) complicação relatada em 3% a 27% dos pacientes. Em geral ocorre nos primeiros 90 dias após a cirurgia . Neste caso a dilatação endoscópica é considerada o método padrão para o tratamento desta complicação, por ser efetiva e apresentar menor morbidade do que a revisão cirúrgica.

Em relação à idade

A possibilidade de realização da cirurgia também depende da idade do paciente.

  • Abaixo de 16 anos: exceto em caso de síndrome genética, quando a indicação é unânime, o Consenso Bariátrico recomenda que, nessa faixa etária, os riscos sejam avaliados por 2 cirurgiões bariátricos titulares da SBCBM e pela equipe multidisciplinar. A operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem acompanhar o paciente no período de recuperação.
  • Entre 16 e 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.
  • Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.
  • Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida e benefícios do emagrecimento.

Contraindicações

As situações abaixo configuram condições adversas à realização de procedimentos cirúrgicos para o controle da obesidade:

  • Limitação intelectual significativa.
  • Pacientes sem suporte familiar adequado.
  • Quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso contínuo de álcool ou drogas ilícitas.
  • No entanto, quadros psiquiátricos graves, alcoólatras e adictos sob controle não são contra indicativos à cirurgia.
  • Doenças genéticas.
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