5 Mitos sobre Cirurgia Bariátrica

Postado por Suzanclin em 29/nov/2021 - Sem Comentários

Já faz pouco mais de 1 ano que iniciamos as postagens no nosso blog, sempre falado sobre a cirurgia bariátrica e trazendo diversos assuntos interessantes. Hoje traremos aqui 5 mitos existentes sobre a cirurgia bariátrica e suas explicações.

Antes de começar, é bom lembrarmos que o Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias bariátricas no mundo (atrás apenas dos EUA) e também que o número de cirurgias metabólicas vem evoluindo nos últimos anos, fazendo com que cada vez mais seja mais importante orientar a população sobre esses procedimentos, explicando suas vantagens, aplicabilidades e riscos.

Ao escrever esse blog, consultamos os cirurgiões da Suzanclin e trouxemos 5 mitos sobre a cirurgia que a maioria dos pacientes costuma questionar preocupado, e elas serão mostradas a seguir:

  • A probabilidade do paciente ter complicações na cirurgia é maior que a de ter complicações devido à obesidade?
    Antes de começar a explicar, informamos que, por mais seguro que seja, qualquer tratamento médico tem eventos adversos. O risco de um procedimento nunca será zero. Porém, com o avanço tecnológico e das técnicas utilizadas em procedimentos, as chances de complicações reduziram muito. Estudos demonstraram que o risco da cirurgia bariátrica/metabólica é quase o mesmo de uma cirurgia rotineira da vesícula biliar. Além do risco da cirurgia ser baixo (0,2%), as complicações pós cirúrgicas também são incomuns devido ao acompanhamento pré-cirúrgico detalhado que é feito.
    Como o paciente normalmente é obeso mórbido, é importante saber que naturalmente ele possui comorbidades que afetam sua saúde (inflamação corporal, hipertensão, dificuldade em necessidades básicas como a respiração, etc). E já existem estudos confirmando que, após 20 anos, pacientes que não realizam a cirurgia mantém o peso alto, enquanto os que realizaram o procedimento diminuíram muito essa condição. Portanto, no longo prazo, o risco de permanecer obeso é bem maior do que o risco de realizar a cirurgia.
  • É recomendado realizar a cirurgia bariátrica quantas vezes eu quiser?
    Essa afirmação também é um mito, porém existem exceções que podem torna-lo verdade. Existem alguns casos raros em que o paciente não se adapta com o método cirúrgico realizado e realiza a conversão, por exemplo transformar um sleeve em um bypass. Porém via de regra não é permitido realizar a cirurgia bariátrica mais de 1 vez. Caso o paciente tenha realizado a cirurgia e recidivado a obesidade por não se alimentar e exercitar direito, ele deverá ir atrás da equipe multidisciplinar para realizar uma reeducação. Uma segunda cirurgia só será permitida quando o médico encontrar algum problema técnico no método (seja para converter em outro método ou realizar algum ajuste no procedimento). Muitos pacientes vêm atrás de outro procedimento por auto sabotamento, nesses casos não é realizado.
  • É verdade que após a cirurgia não poderei mais beber bebidas alcoólicas?
    Também é um mito. O paciente poderá beber bebidas alcoólicas normalmente, embora possivelmente ele irá beber menos por dois motivos. A velocidade maior do sistema e a mudança de alguns locais de absorção. A cirurgia bariátrica irá alterar o sistema digestivo do paciente, fazendo com que o alimento passe mais rápido pelo estômago e intestino, isso também vale para o álcool, fazendo com que o paciente fique alterado mais rapidamente. Além disso, devido a essa alteração no sistema, a bebida chegará menos metabolizada no intestino para ser absorvida, portanto ela estará mais concentrada do que o habitual. Esses dois fatores unidos promovem uma absorção mais rápida de uma bebida mais concentrada, promovendo uma mudança na velocidade com que o paciente ficará embriagado. Saiba mais sobre esse assunto clicando aqui.
  • Não poderei mais ter filhos após a cirurgia bariátrica
    Mito. Após a cirurgia o paciente poderá sim engravidar, porém enviamos a ele uma orientação informando que será mais seguro engravidar após 1 ano e meio de operado. A restrição não tem tanto a ver com o procedimento e sua cicatrização em si, mas sim com a alteração hormonal e de absorção pela qual o paciente passa. É possível o paciente engravidar antes desse período e passar por uma gravidez normal, porém o ideal é esperar esses 1 ano e meio para minimizar os riscos
  • Após a cirurgia poderei comer a vontade que não irei engordar
    Essa também é uma das mais comentadas pelos pacientes. A cirurgia não irá impedir o paciente de comer bastante ou comer determinados alimentos. No começo o paciente tem dificuldade de comer muito devido ao novo tamanho do seu estômago (reduzido pela cirurgia), porém se o paciente ficar “forçando”, aos poucos voltará a comer tanto quanto comia anteriormente. A cirurgia é um meio para auxiliar o paciente a emagrecer, caso ele não se ajude obedecendo a uma dieta e passando a realizar atividades físicas, possivelmente ele irá reestabelecer o peso e os hábitos que ele tinha antes da cirurgia.

Ditos esses 5 mitos, reiteramos que a cirurgia é um trabalho em equipe. O fato mais importante da cirurgia não será o procedimento em si, mas sim a reeducação praticada pelos pacientes, essa sim irá trazer resultados ótimos a longo prazo. Caso possuam outras dúvidas, não deixem de nos perguntar por aqui ou via nossas redes sociais.

A Bariátrica pode ajudar quem tem refluxo?

Postado por Suzanclin em 22/nov/2021 - Sem Comentários

Uma queixa muito comum de pacientes obesos é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), devido a isso, hoje o assunto do nosso Blog será o refluxo e como a cirurgia bariátrica ajuda a tratar essa doença.

Definir o refluxo é fácil, na teoria ele é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago. Entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago, pois a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância tão irritante. Devido a alterações no esfíncter, esse conteúdo do estômago pode voltar ao esôfago do paciente, caracterizando o refluxo. A acidez irrita a parede do esôfago e causa a doença. Os principais sintomas são azia, regurgitação, perturbação do sono, dor no peito, comprometimento vocal e complicações respiratórias.

Caso você possua algum desses sintomas, a doença pode ser diagnosticada pela realização de endoscopia digestiva alta e também pHmetria. Por meio desses exames é possível ter um diagnóstico definitivo.

Porém a partir do momento que a DRGE foi diagnosticada, quais as maneiras de tratá-la? O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico se baseia na administração de medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago e melhoram a motilidade do esôfago. Além disso, o paciente recebe orientação para perder peso, evitar alimentos e bebidas que agravam o quadro, fracionar a dieta, não se deitar logo após as refeições e praticar exercícios físicos. Já a cirurgia pode ser realizada de maneira convencional ou por laparoscopia e está indicada nos casos de hérnia de hiato, para os pacientes que não respondem bem ao tratamento clinico ou quando é necessário confeccionar uma válvula antirrefluxo.

Outro fator importante de ser ressaltado é o de que pacientes obesos possuem maior incidência de refluxo, e algumas vezes, o tratamento cirúrgico da obesidade, também afeta o refluxo dos pacientes. Em alguns procedimentos (como na cirurgia de bypass gástrico em Y-de-Roux), a perda de peso também é acompanhada pela resolução dos sintomas do refluxo (DRGE). No entanto, outras cirurgias bariátricas populares, como a Gastrectomia Vertical, têm um impacto controverso sobre seu efeito no refluxo.

Hoje já existem evidências de que há uma clara redução nos sintomas de refluxo ou resolução da DRGE na maioria dos pacientes pós-cirurgia de Bypass Gástrico. Estudos de pacientes com DRGE pré-operatória demonstraram que 96% dos seus pacientes apresentaram melhora ou resolução dos sintomas após o Bypass Gástrico (BGYR). Acredita-se que essa alteração venha do desvio da bile do estômago, promovendo perda de peso, diminuindo a produção de ácido na bolsa gástrica, diminuindo a população de células parietais, acelerando o esvaziamento gástrico e diminuindo a pressão abdominal sobre o Esfíncter Esofágico Inferior. Sendo assim, o Bypass gástrico poderia tanto tratar a obesidade quando o refluxo desse paciente.

Já no caso do Sleeve gástrico (Gastrectomia vertical), foi notado um aumento da incidência de doença do refluxo. Por mais que dentro do cenário dos procedimentos bariátricos o sleeve venha sendo cada vez mais comum, para tratar a DRGE ele não se mostra efetivo, pelo contrário. Ao analisar os resultados pós operatórios, notou-se que de 8,6% a 47% dos pacientes apresentaram sintomas do refluxo após a cirurgia.

De acordo com uma revisão retrospectiva do Bariatric Outcomes Longitudinal Database, pacientes obesos mórbidos com Doença do Refluxo apresentaram antes da cirurgia resolução dos sintomas em 16% nos pacientes que realizaram a Gastrectomia Vertical enquanto os que fizeram Bypass tiveram melhora bem mais significativa, chegando a 63%.

Portanto, chegamos à conclusão que, a depender da técnica utilizada, o paciente poderá ou não ter melhora do seu quadro de DRGE. Então, caso o paciente apenas seja afetado por refluxo (não acompanhado de obesidade), ele deverá tratar essa comorbidade, já nos casos em que o paciente é obeso mórbido e já está trilhando o caminho para realizar a bariátrica, torna-se importante conversar com seu médico e relatar o refluxo, uma vez que a depender da técnica utilizada, é possível que seu refluxo tenha remissão completa.

O que você precisa saber sobre Diabetes

Postado por Suzanclin em 15/nov/2021 - Sem Comentários

Como uma das comorbidades mais comuns de encontrar em obesos é a diabetes mellitus do tipo 2, hoje nosso blog será focado na doença e em seus tratamentos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o diabetes afeta cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes afirmou que, em 2019, mais de 13 milhões de pessoas viviam com a doença, sendo esse um número com potencial de crescimento. O dado é assustador, uma vez que as doenças crônicas não transmissíveis (como diabetes), são responsáveis por mais de setenta por cento das mortes.

Sabe-se também que atualmente o diabetes está cada vez mais presente em crianças e adolescentes em todo o mundo. No Brasil, o número de crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus do tipo 2, principalmente na faixa compreendida entre os 8 e os 18 anos, tem crescido muito, por conta do aumento da prevalência da obesidade e do sedentarismo nessa faixa etária. De acordo com dadosda American Diabetes Association (ADA), há 50 anos o diabetes tipo 2 representava menos de 3% de todos os novos casos diagnosticados entre crianças e adolescentes. Hoje ele é responsável por até 30% dos casos registrados. No grupo dos adolescentes, segundo um estudo publicado no Journal of Pediatrics, a incidência do tipo 2 ultrapassa os 45% dos novos casos de diabetes.

O aumento no número de crianças com diabetes, principalmente do tipo 2, pode ser uma consequência direta dos maiores índices de obesidade, bem como do sedentarismo e do estresse desenvolvidos ainda na infância. O aumento no número de casos de diabetes na infância e na adolescência também é um reflexo da epidemia mundial de obesidade, decorrente do consumo excessivo de alimentos industrializados e pouco saudáveis, e também do aumento do sedentarismo dos jovens, muitas vezes associado ao aumento do uso de ferramentas tecnológicas.

O Dia Mundial do Diabetes foi uma data escolhida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reforçar a conscientização a respeito da doença, principalmente para evidenciar a importância da prevenção e oferecer alternativas para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes.

O que é?

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica provocada pela falta ou incapacidade de utilizar a insulina adequadamente. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é responsável por controlar a quantidade de glicose no nosso sangue ou, em outras palavras, os níveis de açúcar.

Quais são os tipos?

Apesar de ter a mesma essência, existem algumas particularidades que dividem o diabetes em mais de um tipo. De acordo com o ministério da saúde, esses são os principais:

  • Tipo 1: O próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói as células produtoras de insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% das pessoas com diabetes, sendo mais frequente em jovens e crianças. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser feito na infância e adolescência.
  • Tipo 2: Resulta da resistência à insulina. Ou seja, o corpo não produz uma quantidade suficiente do hormônio ou existe uma incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo ocorre em cerca de 90% das pessoas com diabetes, sendo mais comum em adultos ou em pessoas acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação.
  • Diabetes Gestacional: Decorrente das mudanças hormonais, a ação da insulina pode ser reduzida durante a gestação. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar. Essa é uma condição que pode ou não persistir após o parto.
  • Pré-diabetes: Condição caracterizada pelo nível de açúcar no sangue acima do normal, mas não o suficiente para ser diagnosticado como diabetes. Serve de alerta, pois indica um risco grande da doença se desenvolver.

Qual o risco da doença?

A glicose é obtida por meio dos alimentos que ingerimos todos os dias. Eles são a nossa principal fonte de energia. O corpo precisa da insulina para conseguir metabolizar a glicose adquirida nesse processo, quando uma pessoa tem diabetes, ela não consegue utilizar a glicose adequadamente, provocando um déficit na metabolização desse carboidrato. Esses casos são caracterizados por hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue) de forma permanente, condição que pode provocar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos do paciente.

Como identificar?

Qualquer um pode ter diabetes, mas é importante analisar alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como:

  • presença de pessoas com diabetes na família
  • comportamentos sedentários
  • obesidade
  • hipertensão arterial
  • idade acima de 45 anos.

Além disso, alguns sintomas podem indicar a presença da doença. São eles:

  • fome frequente
  • sede intensa
  • desânimo
  • fraqueza
  • sonolência
  • tontura
  • perda de peso
  • urina em excesso
  • dificuldade na cicatrização de feridas e infecções frequentes.

É importante lembrar que, para cada tipo do diabetes, os sintomas podem variar. Portanto, nada substitui uma avaliação médica. Um simples exame de sangue pode revelar se você tem ou não.

Como tratar? Existe cura?

O diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais. Depois de diagnosticada, o tratamento do diabetes poderá ser feito tanto com insulina quanto com a medicação oral. Segundo o Ministério da Saúde, a insulina costuma ser usada para tratar o diabetes do tipo 1, embora sirva para alguns casos de tipo 2, como quando o pâncreas começa a não produzir mais o hormônio em quantidade suficiente.

Já a medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, algumas complicações podem surgir se o diabetes não for tratado de forma adequada. São elas: problemas neurológicos, na visão, nos rins, nos pés e nas pernas, além de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Se o paciente já estiver com diagnóstico de complicação crônica, há tratamentos específicos para ajudar na qualidade de vida. 

A alimentação é uma aliada importante no controle e prevenção de diversas doenças, entre elas o diabetes, alimentos in natura e minimamente processados, evitam o consumo de ultraprocessados que são ricos em gorduras, sal, açúcar e aditivos químicos. Além disso, a prática de atividade física ajuda a controlar a glicemia, manter o peso saudável e controlar o estresse, fatores que também contribuem para a evolução da doença. Ter uma vida fisicamente ativa e uma alimentação saudável é fundamental, tanto para prevenir quanto para controlar o diabetes.

Cirurgia Bariátrica e Libido

Postado por Suzanclin em 08/nov/2021 - Sem Comentários

Dentre os diversos fatores da cirurgia bariátrica que mudam após o procedimento, a vida sexual do paciente também costuma passar por uma grande mudança, e esse será o assunto do nosso Blog de hoje.

Após realizar a cirurgia, o paciente terá sua vida social impactada principalmente por 2 motivos, o primeiro é hormonal e o segundo de auto estima.

Em relação ao fator hormonal, diversos fatores influenciam a pessoa obesa a ter queda na sua libido. A baixa autoestima e o desequilíbrio dos hormônios são os principais motivos para a queda do desejo sexual em obesos (além do efeito colateral de alguns medicamentos). Pessoas obesas costumam produzir leptina em excesso, essa substância exerce ação direta nas células do testículo, local onde é produzida a testosterona (hormônio responsável pela libido tanto em homens quanto em mulheres), se o hormônio estiver em quantia alta, desequilibra a testosterona, afetando o desejo. Além disso, também para homens, existe uma enzima chamada aromatase responsável por transformar testosterona em estradiol (hormônio feminino), homens obesos possuem essa enzima em maior quantidade, comprometendo a sexualidade de todo o organismo.

Para as mulheres, a obesidade traz níveis reduzidos de estrogênio, diminuindo a libido e podendo afetar outros fatores como o tamanho das mamas, ciclo menstrual e aumento da TPM. Além disso, a resistência à insulina, que pode causar a síndrome dos ovários policísticos (SOP), condição que leva à infertilidade. Ao emagrecer, o paciente passa a ter um metabolismo mais saudável, não passando por todos esses problemas citados.

Em relação à autoestima, diversos fatores alteram também a libido. A alteração da autoestima interfere na produção hormonal e também no estilo de vida da pessoa. Normalmente ao emagrecer, o paciente passa a se alimentar bem e também realizar atividades físicas, fazendo diferença para o corpo e também para o emocional, estimulando o aumento da libido. Quando o paciente se sente mais seguro em relação ao seu próprio corpo, naturalmente a vontade de fazer sexo aumenta.

Além disso, os pacientes apresentam menos limitações relacionadas à saúde durante o sexo, o que contribui para o aumento do desejo sexual.

Após a cirurgia, a libido da paciente irá aumentar?

Não necessariamente, cada caso é um caso. Os fatores hormonais e de autoestima influenciam positivamente, porém em alguns casos acontece de a autoestima da paciente piorar devido ao emagrecimento rápido e ocorrência de sobras de pele.

Porém no caso de uma alteração negativa na libido, o que fazer? É interessante a mulher procurar um ginecologista e o homem, um urologista para investigar. Um psicólogo ou psiquiatra também pode ser uma opção.

Entre as mulheres é deve ser levado em consideração trocar o anticoncepcional (normal depois de uma bariátrica), uma vez que o uso ou não de método hormonal é diretamente ligado à questão da libido.

Porém a conclusão é que o mais comum é a bariátrica resultar em uma melhora da libido, principalmente pela elevação da autoestima e pelo controle de comorbidades, mas é importante lembrar que cada pessoa reage de uma forma. Fatores hormonais, físicos e psicológicos podem gerar o efeito contrário e acabar acarretando na diminuição da libido.

Foi apresentado um estudo na Obesity Week, encontro anual realizado pela American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (Sociedade Americana para Cirurgias Metabólicas e Bariátricas, na tradução literal) e pela The Obesity Society (Sociedade da Obesidade, também em tradução literal) sobre a alteração trazida na vida sexual do paciente.

Para realizar a pesquisa, duas mil pessoas foram abordadas sobre suas vidas sexuais depois de cinco anos de cirurgia bariátrica. Um ano depois do procedimento, os pacientes demonstraram mais apetite e desejo sexual e mais satisfação com suas performances, além de menos limitações relacionadas à saúde durante o sexo.

O estudo revelou, ainda, que depois de cinco anos pós-cirurgia, 52% das mulheres e 58% dos homens mantém relações sexuais muito mais satisfatórias do que 31% e 28% daqueles que ainda não realizaram o procedimento, respectivamente.

Saúde do Homem x Cirurgia Bariátrica

Postado por Suzanclin em 01/nov/2021 - Sem Comentários

O mês de novembro é lembrado pela cor azul, relacionado ao combate do câncer de próstata e também sobre a importância dos homens cuidarem de sua saúde. Por este motivo, hoje vamos falar sobre a saúde do homem e que benefícios a cirurgia bariátrica pode trazer.

Escrevemos sempre sobre a obesidade aqui e não é novidade para ninguém que ela traz consigo diversas patologias e alterações na vida das pessoas, mas será que existe alguma desvantagem exclusiva para os homens?

Obesidade e Saúde do Homem

A obesidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos maiores problemas de saúde pública pois reduz a expectativa de vida e possui várias de doenças relacionadas, as tão faladas comorbidades. Porém falando especificamente do homem, podemos incluir:

  • Maior risco de aterosclerose (acúmulo de placas de colesterol nas paredes das artérias);
  • Diabetes;
  • Síndrome metabólica;
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica;
  • Problemas cardíacos;
  • Disfunção erétil (impotência sexual).

Além disso, a obesidade é um dos principais fatores relacionados à andropausa, condição multifatorial caracterizada pela queda dos níveis de testosterona em homens, também conhecida como hipogonadismo.

Cirurgia Bariátrica em Homens

Mas você sabia que apesar de todos estes riscos que a obesidade traz para a saúde do homem, ainda existe uma relutância maior que as mulheres em relação à realização da cirurgia bariátrica?

Um estudo da UC Davis publicado em 2013 (na revista “Surgical Endoscopy”), conduzido nos EUA, mostrou que mulheres são quatro vezes mais propensas do que homens a procurarem a cirurgia bariátrica. Por isso, quando pessoas do sexo masculino optam pelo tratamento cirúrgico da obesidade, costumam ser mais velhos, mais obesos e apresentam mais complicações decorrentes da doença. Nesse estudo os pesquisadores coletaram informações de 1.386 pacientes entre 2002 e 2006, sendo que 82% eram mulheres.

Esses pacientes do sexo masculino:

  • Tinham mais complicações relacionadas ao peso em um grau maior de seriedade;
  • Eram mais propensos a ter hipertensão, diabetes, apneia do sono e síndrome metabólica.
  • Tinham IMC maior e chances aumentadas de obesidade grau IV;
  • Eram em média dois anos mais velhos do que as mulheres e com chances maiores de terem mais de 50 anos.

No Brasil, apesar de o índice de obesidade ser semelhante entre mulheres (19,6%) e homens (18,1%), de acordo com o último relatório VIGITEL do Ministério da Saúde, o número de mulheres que procuram por cirurgia bariátrica no Brasil é muito maior. Segundo dados da SBCBM, dos 105.642 procedimentos realizados em 2017 no País, 75% foram em mulheres.

Portanto, por mais que o procedimento também possua vantagens para os homens, ele é muito menos popular entre o gênero, sendo que a cirurgia possui também algumas vantagens notadas apenas no sexo masculino.

Estudos revelam que o procedimento também pode auxiliar com o aumento da fertilidade nos homens.  A perda ponderal de peso promovida pela cirurgia bariátrica auxilia na regularização das funções hormonais do homem (influenciando a qualidade e quantidade do esperma), contribuindo com o aumento na fertilidade nesses pacientes.

Além disso, outro estudo feito nos Estados Unidos acompanhou os indivíduos durante um, três, seis e doze meses após a cirurgia bariátrica. Passado o período de um ano, detectou-se que os níveis de testosterona total urinário aumentaram significativamente três meses após a cirurgia e permaneceram assim ao longo do estudo.

Portanto os resultados obtidos até hoje mostram a efetividade do procedimento no tratamento da doença e melhora de vida do paciente. Portanto se você é homem ou mulher e se encontra em um estado de obesidade mórbida com indicação cirúrgica, não deixe de ao menos ir a uma consulta para se informar e entender os benefícios que ele pode te trazer. Na maioria dos casos, o paciente está mais em perigo de se manter obeso por mais tempo do que realizar o procedimento e acompanhamento para combater a obesidade.

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