Hipertensão x Obesidade

Postado por Suzanclin em 17/maio/2021 - Sem Comentários

A hipertensão (também conhecida como pressão alta) é uma doença grave que vem aumentando progressivamente no Brasil e no mundo, sendo que hoje a hipertensão afeta 32,5% dos adultos do Brasil. Ela ataca os vasos sanguíneos do paciente, impactando o coração, cérebro, entre outros. Hoje é dia 17/05, esse dia serve para promover a conscientização sobre a doença, que costuma evoluir de forma silenciosa e é o principal fator de risco para problemas cardiovasculares graves. Devido a isso trouxemos no Blog para vocês alguns dados sobre a doença.

O que é a Hipertensão?

Na teoria, a hipertensão é uma doença cardiovascular crônica e é diagnosticada nas pessoas que apresentam, constantemente, a pressão arterial igual ou superior a 140 x 90 mmHg, conhecida popularmente por 14 por 9 (esses números representam a pressão sanguínea durante a sístole e a diástole dos batimentos do paciente, sendo que o primeiro número é referente à sístole e a segunda à diástole). A pressão de uma pessoa saudável é próxima de 12 por 8, sendo que esses números podem variar em função da idade do paciente. Importante ressaltar que existem 3 estágios da hipertensão, estágio 1 (pressão acima de 14/9 e abaixo de 16/10), estágio 2 (pressão acima de 16/10 e abaixo de 18/11) e o estágio 3 (pressão acima de 18/11). A hipertensão arterial sistêmica é uma das mais importantes causas evitáveis de morte prematura. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 800 milhões de pessoas com pressão arterial elevada em todo o mundo, causando mais de 7 milhões de mortes por ano.

Quais os fatores que influenciam uma pessoa a ser ou não hipertensa?

A pressão alta, assim como a obesidade, é multifatorial. Portanto ela depende de diversos fatores. Em 90% dos casos a hipertensão é herdade geneticamente, porém existem outros fatores que aumentam a pressão, sendo eles:

  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Tabagismo
  • Sobrepeso ou obesidade
  • Idade avançada
  • Ingestão excessiva de sal
  • Sedentarismo

Por mais que todos os fatores acima sejam importantes, hoje focaremos mais na influência da obesidade na hipertensão.

Qual a influência da obesidade na hipertensão?
Foi publicado um estudo pela instituição norte-americana National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases que dizia que a prevalência da hipertensão arterial sistêmica cresce de acordo com o aumento do Índice de Massa Corpórea (IMC), cálculo utilizado para aferir se o peso de um indivíduo está dentro de limites saudáveis.

De acordo com esse estudo, a prevalência de hipertensão em pessoas adultas com IMC entre 18,5 e 24,9 chega a 17,5%. Já entre os indivíduos com IMC entre 25 e 29,9 (sobrepeso), o percentual de hipertensos sobe para 23,9% e, entre obesos (IMC de 30 de 34,9%), chega a 35,3%.

Um dado importante observado na 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2016) mostra que para cada 5 % de perda ponderal do peso corporal, há 20 a 30 % de diminuição da pressão arterial. Mostrando mais ainda a influência da obesidade na hipertensão.

Essa influência da obesidade na hipertensão se deve, não só ao próprio metabolismo do paciente, mas às práticas que ele costuma ter no dia a dia (alimentação não saudável, sedentarismo, etc). Fatores como esse são importantes para identificar inclusive que a pressão alta na sociedade como um todo pode continuar aumentando devido aos novos hábitos adquiridos pelo ser humano: alimentação em “fast foods” para agilizar o dia, cada vez mais pessoas trabalhando sentadas em frente do computador grande parte do dia, etc.

Ok, já sei o que é a hipertensão, mas como eu sei se tenho ou não hipertensão?

A hipertensão é bem silenciosa, portanto, quando é possível identificar os sintomas dela, provavelmente o paciente já possui a pressão bem alta, ou teve um aumento abrupto recente, os sintomas são:

  • Dores no peito e na cabeça
  • Tonturas
  • Zumbido no ouvido
  • Fraqueza
  • Visão embaçada
  • Sangramento nasal
  • Visão borrada

Porém como dito, a doença é silenciosa, é necessário estar sempre acompanhando um médico e fazendo exames para identificação da doença. Principalmente em idades mais avançadas (visto que quando mais alta a idade do paciente, maior a média de casos de hipertensão).

Qual o risco de ser hipertenso?
A elevação da pressão arterial compromete principalmente o coração, cérebro, rins e grandes vasos arteriais, podendo causar doenças graves, como o infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, derrames cerebrais, insuficiência renal e aneurisma de aorta.

Como tratar a minha hipertensão?
O tratamento da hipertensão vai incluir uma série de mudanças no comportamento do paciente, entre eles podem ser citados:

  • Reeducação alimentar
  • Prática regular de atividades físicas
  • Perda do excesso de peso
  • Parar de fumar
  • Redução da ingestão de bebidas alcoólicas, entre outras.

Além disso, é possível também introduzir medicamentos anti-hipertensivos, sempre com recomendação médica.
Agende sua consulta e cuide da sua saúde.

 

As desvantagens da obesidade para sua vida financeira

Postado por Suzanclin em 03/maio/2021 - Sem Comentários

Segundo a OMS, em 2014, 1,9 bilhão de pessoas apresentava excesso de peso, e dessas, 600 milhões eram consideradas obesas. Além disso, estima-se que em 2030, 38% da população global será sobrepeso e 20% será obesa. Sabemos também que a obesidade hoje representa um dos principais desafios para a saúde pública global, devido principalmente ao pacote de comorbidades que ela traz junto a ela, porém, dessa vez iremos olhar a obesidade com outro olhar, com o olhar econômico.

Para saber a influência econômica que a obesidade traz, deve-se olhar com o panorama do indivíduo e da sociedade, portanto a diferença econômica causada diretamente na pessoa e também a repercussão que uma média alta de obesidade pode trazer para um país ou no planeta.

Nessas 2 situações, a obesidade vai afetar a economia de 2 formas:

  • Custo direto do tratamento da obesidade (tanto o indivíduo tem um gasto sobressalente para tratá-la, quanto o governo oferecendo a assistência necessária para a população obesa)
  • Custo indireto do tratamento da obesidade (o indivíduo, no geral, perde produtividade, o que influencia tanto sua vida quanto a economia da sua cidade, estado e país)

Vamos agora explicar as duas situações acima, no primeiro caso (gastos diretos) é fácil compreender o ônus financeiro pois o indivíduo tem uma despesa para tratar a obesidade. Muitas vezes essa pessoa vai aderir a programas de emagrecimento, ir ao médico com mais frequência, algumas vezes ter que comprar remédios, entre outros. Caso essa pessoa não estivesse nessa situação, não gastaria ou gastaria menos com esses fatores.

Já no caso dos gastos indiretos, olharemos com 4 perspectivas diferentes para entender:

  • Presenteísmo (custo da produtividade reduzida, a pessoa não trabalha em plena capacidade ao comparar a mesma pessoa em uma situação sem a obesidade);
  • Absenteísmo (custo dos dias de trabalho perdidos para o tratamento da obesidade, tanto pela ótica de uma empresa quando o da pessoa que trabalha nela, dias de trabalho perdido impactam a empresa financeiramente e o seu colaborador com o acúmulo de tarefas e custos de deslocamento para esse tratamento da obesidade);
  • Deficiência (custo referente ao tempo fora do mercado devido à obesidade, seja por questões físicas, mentais ou por incapacidade de preencher alguma demanda de mercado);
  • Mortalidade (A obesidade, em geral, leva os indivíduos a ter uma morte prematura em relação a pessoas sem a mesma, esse com certeza é o maior custo que a obesidade pode trazer).

Os gastos que a obesidade traz, aumentam em função do aumento do IMC de um indivíduo, assim como a probabilidade de desenvolver diversas comorbidades, desde problemas articulares e dores até doenças mais sérias como a diabetes, hipertensão e câncer.

Estudos comprovam que pessoas obesas tem aproximadamente 30% a mais de custos com a saúde se comparadas a pessoas com o peso adequado. Estudos dinamarqueses mostram também que, a partir do IMC 30, cada 1 kg/m² acrescido traz uma diminuição média de 2% na renda e aumento de 4% nos gastos com saúde de uma pessoa obesa.

Conclui-se, portanto, que a obesidade, além de trazer complicações para a saúde, ao longo tempo se torna muito impactante também na vida financeira das pessoas. Se estiver passando por um caso de obesidade e esteja com dificuldade de sair dele, procure ajuda. Sua vida com certeza vai melhorar muito depois disso.

Fonte: Livro “Cirurgia Bariátrica e Metabólica – Abordagem Multiprofissional”, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).